quinta-feira, 1 de maio de 2008

A próxima participante da Dança dos Famosos

Manhã de domingo é hora de adolescente estar na cama dormindo. Mas às 11 da matina do dia 27 de abril cerca de quinhentos deles se aglomeravam entre a Avenida Ipiranga e a Rua Araújo, em São Paulo. Por acaso, quando eu cheguei perto do palco, a menina pulou pela lateral do palanque, ficando alguns metros de mim. O dedo indicador da minha mãe já apontava:


- Ali Liza, ALI! Olha ela ali.


Até a minha mãe sabe quem é Mallu Magalhães (aliás, ironicamente, a minha mãe já a conhecia antes de mim, numa de suas andanças pela blogosfera). Faixas de cartolina eram firmemente seguradas por fãs, e o chapéu usado por algumas garotas já indicavam uma modinha malludiana. Já mostravam que muita gente conhece Mallu Magalhães.



O quê? Você não sabe quem é Mallu Magalhães?



Mallu Magalhães é a mais nova filha da internet. No seu décimo quinto aniversário, pediu os presentes dos pais e dos avós em dinheiro. Gastou tudo com a gravação de quatro músicas de sua autoria, em inglês, no mais belo estilo folk influenciado por Johnny Cash e Bob Dylan, e as botou no MySpace. Depois de 894 mil e 511 acessos do seu perfil (até ontem), não preciso nem dizer que ela é a mais nova sensação da música independente no Brasil. A garota de 15 anos ri com facilidade, tem uma voz doce e um timbre de menininha de 12. Para completar, no seu aniversário, ainda cortou o cabelo bem curto, para doar o resto a crianças com câncer. Ela é quase um monge tibetano ou um teletubbie: não dá para não gostar de Mallu Magalhães.


Mallu já esteve em Porto Alegre, porém eu é que não estava na capital gaúcha, tinha ido a um casamento em Santa Maria. Mas, beneficiada pelo acaso, fui para São Paulo bem no final-de-semana em que a cantora faria um show gratuito na cidade. Era a Virada Cultural, 24h de programação intensa na maior metrópole da América do Sul. Entre as 18h de sábado e as 18h de domingo (26 e 27 de abril), você poderia encontrar filmes, shows e muito mais em SP, tudo grátis. E num jornal dando bobeira no banco de trás taxi, eu li que às 11h do outro dia tinha show da Mallu Magalhães.


Não era exaaaatamente da Mallu Magalhães. Era uma apresentação do Projeto Overcoming Trio, que também inclui Helio Flanders (da Vanguart) e Zé Mazzei (da Forgotten Boys). Logo, os hits de Mallu (Tchubaruba já foi tocada mais de 190 mil vezes no espaço dela) não eram o foco do show, fato bastante lembrado pela platéia (de vez em quando, alguém berrava 'CANTA UMA SUAAAA'). Durante as canções, ainda era possível escutar 'lindaaaa', o que dava um ar pedófilo para a ocasião. 'Linda' é coisa para mulherão. Mallu é muito bonitinha, uma menininha sem bundinha e sem peitinho com uma vozinha muito fofinha.

Munida de um iPobre e uma maquininha digital, lá estava eu tentando curtir as melodias enquanto cumpria o meu papel de estudante de jornalismo. Registrando o possível, escutando tudo ao meu redor. Em frente ao Palco das Meninas, na Rua Araújo, tinha quem amasse Mallu Magalhães. E quem dissesse 'Mallu-quem?'. E quem logo explicasse aos desinformados que Mallu Magalhães estava na moda. Quem explicasse porque gente de vinte e poucos estava de pé (literalmente, já que não havia banquinhos) num domingo de manhã para ouvir uma garota com jeito de criança tocar.

Por uma hora, eles tocaram Beatles, The Animals, Johnny Cash e canções próprias. E, por último, os garotos sairam de cena e deixaram Mallu com seus fãs, para os quais ela cantou uma versão diferente de J1, outro hit.










No final da música, fãs já se aglutinavam perto da lateral do palco. Mas ela saiu correndo, com uma expressão perplexa de quem não entende porque marmanjos e mulherões gritavam 'uma foto Malluuuu, uma foto pra comuuuuu' (a rima dava um tom mais ridículo). E entrou num carro preto, de vidros escuros, como aquelas celebridades que são supreendidas pelo Arquivo Confidencial no Faustão.


Uma atração à parte que dispensa comentários:


sexta-feira, 11 de abril de 2008

E depois dizem q é o brasileiro que tem a ginga

(tirado do blog Desculpe a Poeira)



essa é o novo estilo de dançar francês. Dos jovens, é claro.
Ele se chama Tecktonik.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Pior que o Faustão, só os reclames do plim-plim

Não existe profissional mais cool e moderninho que ele. A maioria dos publicitários até pode ganhar uma merreca, mas ainda assim capricha no visual. Você pode reconhecê-los pelo estilo, ou pelo olhar Eu-mando-você-compra que muitos apresentam por aí. Mas ok se uma boa parte tem esse ar esnobe. A criatividade dos publicitários é capaz de fazer milagres. Eles podem transformar os piores produtos em grandes objetos de consumo. Entretanto, há uma lacuna, uma mancha no currículo perfeito desses profissionais: os comerciais de pasta de dente.


Não há nada mais insosso e murrinha que os trinta segundos reservados aos cremes dentais. A publicidade expõe a sua decadência de duas formas. Ou ela seleciona os atores com as caras mais idiotas – homens, mulheres, crianças... sem preconceitos, quanto mais idiota melhor – e faz deles protagonistas dos benefícios do tal produto. Ou ainda o comercial apresenta um dentista que tem meio minuto de fama para afirmar qual é a pasta dental que ele recomenda. Os próprios dentistas, coitados, ainda se contradizem em cada campanha: um diz que a melhor é a fresh, o próximo afirma que só recomenda a whitening, o outro fala que apenas a Total 12 protege os seus dentes como eles merecem e como suas gengivas necessitam. E eu, que quero uma boca fresh whitening com proteção durante 12 horas, fico sem saber o que comprar.


O publicitário consegue fazer aqueles comerciais de perfume subjetivos, etéreos... e esquecem do produto que eu sou obrigada a consumir todos os dias. Sou obrigada a ser conivente com esse vazio de criatividade, já que tenho que usar alguma pasta de dente diariamente. Por que nenhum publicitário descolado ainda não revolucionou os comerciais de creme dental?


Mesmo estudando jornalismo, um dia hei de produzir o seguinte comercial: uma mulher nua aparece nadando, envolvida por milhares de folhas de menta. Ela sai da piscina. O telespectador agora só a vê de costas, andando até um homem lindo. Eles se beijam, e muda de cena. Aparece a pasta de dente e uma narradora sussurra ao fundo: Miiiiint.


Bah, ficarei milionária.

ps: Esse texto é um JaQ. O assunto já estava na minha cabeça há um bom tempo, mas só o escrevi quando eu tive que produzir uma crônica radiofônica. Eu mudei ela um pouco para publicar aqui, mas ainda assim não consegui tirar esse ar emocionado/idiota do post... madita cadeira de Radiojornalismo!

sexta-feira, 21 de março de 2008

Agora sou sopeira



Meses atrás, um estudante de jornalismo da minha universidade teve a ótima idéia de agrupar os tantos blogs de estudantes da faculdade num site. Era um monte de gente escrevendo e comentando nos blogs dos outros, mas não existia nada que juntasse todos.

No dia 3 de março, Thales Barreto lançava o Sopa de Letras! E desde hoje eu faço parte dele. Espero adicionar ainda mais tempero nessa proposta muito boa!


Confira lá os outros blogueiros!